Pense sobre o nosso padrão de justiça. Agora eu te pergunto: isso é justo? É justo dar tantas estrelas para uma criança que não cumpriu seus deveres o ano todo e não dar nenhuma para aquela que fez absolutamente tudo? Não, não é justo. Mas é aqui que mora a questão, a graça não é justa, ela não foi feita pra ser. É graça, é uma demonstração espontânea de amor. O ladrão que se arrependeu na hora de sua morte, ao lado de Cristo, ele não pode viver uma vida com Cristo, mas teve sua salvação. Essa é a graça, ela é linda, amorosa, mas não justa.
Conhece aquele versículo? “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. Você acha mesmo justo que Jesus tenha sido enviado, Jesus que era puro e santo, Jesus que não pecou, Jesus que dedicou sua vida à servir, acha justo que logo Ele tenha sofrido tanto e morrido por mim e por você? Por nós que mentimos, que caímos em tentação por tão pouco, que julgamos, que pensamos coisas horríveis, que somos uma máquina inesgotável do pecado? Eu deveria ter morrido, não Ele. Mas a graça não é justa.
A graça é amor. “Deus amou o mundo de tal maneira...”, Ele nos amou de uma forma indescritível, de uma forma imensurável, de forma que O levou a permitir o sacrifício do próprio Filho para que nós pudéssemos viver. Essa mostra tão grande de amor, deve nos inspirar a perdoar, a distribuir graça por aí, não porque é justo, mas porque é certo, porque salva, porque resgata, porque regenera.
Esse amor foi doado à mim e à você; nosso único papel nessa história é aceitar esse amor, e levar quantos pudermos a conhece-lo também. Pode não ser justo, mas a graça é assim.
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